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DLSS 5 vazado roda em RTX 30, mas derruba o FPS de 138 para 4

Modders levaram o DLSS 5 vazado para RTX 20 e RTX 30, mas o desempenho colapsa: 138 para 4 FPS. Entenda o papel do FP8 e o que fazer com sua placa atual.
Testes do DLSS 5 vazado rodando em placas GeForce RTX 20 e RTX 30
Foto: reproducao / Adrenaline

O DLSS 5 vazado já roda em GeForce antigas — e os testes mostram exatamente por que a NVIDIA não liberou o recurso para essas placas. Modders adaptaram a DLL que escapou dentro do NBA 2K27 e conseguiram ativar a tecnologia em GPUs das séries RTX 20 e RTX 30. Funcionar, funciona. Ser jogável é outra história.

Segundo reportagem do Adrenaline, em Deep Rock Galactic uma RTX 3080 despencou de 138 quadros por segundo para 4 assim que o recurso foi ligado. Não é bug: é limitação de arquitetura.

Por que o DLSS 5 destrói o desempenho em placas antigas

A versão vazada foi construída em torno de FP8, um formato numérico de ponto flutuante de 8 bits que os Tensor Cores da arquitetura Blackwell processam nativamente. Turing (RTX 20) e Ampere (RTX 30) não aceleram esse tipo de operação da mesma forma.

Para fazer o modelo rodar, os modders substituíram FP8 por FP16 — precisão de 16 bits. O resultado é previsível: cada operação passa a consumir o dobro de largura de banda e muito mais tempo de processamento em hardware que não foi projetado para isso. O upscaling, que deveria devolver quadros, passa a custar mais do que renderizar em resolução nativa.

O que é FP8 e por que isso mudou tudo

Modelos de IA para upscaling e geração de quadros ficaram mais complexos a cada geração. Reduzir a precisão numérica é a forma de manter o custo computacional sob controle: com FP8, o mesmo Tensor Core processa aproximadamente o dobro de operações por ciclo em comparação com FP16, com perda de qualidade quase imperceptível na aplicação final.

Só que suporte nativo a FP8 é característica de silício, não de driver. Nenhuma atualização de software resolve — e é aí que mora a diferença entre marketing e engenharia.

Existe reserva de mercado nisso?

É a acusação recorrente sempre que a NVIDIA restringe um recurso a uma geração. Neste caso específico, os testes da comunidade acabaram fortalecendo o argumento técnico da empresa: rodar a 4 FPS não é uma limitação artificial imposta por driver, é o hardware fazendo o que consegue.

Isso não elimina a crítica legítima de que a NVIDIA usa recursos exclusivos como principal argumento de venda de cada nova geração. Mas separa duas coisas diferentes: travar por decisão comercial e não conseguir rodar por arquitetura.

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O que isso significa para quem tem RTX 20 ou RTX 30

Na prática, ignore os mods de DLSS 5 se o objetivo for ganhar desempenho. Para quem ainda usa RTX 2060, 3060, 3070 ou 3080, as recomendações que realmente funcionam são:

  • Use o DLSS da sua geração: as versões suportadas oficialmente continuam recebendo melhorias e entregam ganho real.
  • Considere FSR como alternativa: a solução da AMD funciona em hardware de múltiplos fabricantes e gerações.
  • Ajuste resolução antes de trocar de placa: jogar em 1440p em vez de 4K muitas vezes recupera todo o desempenho necessário.
  • Avalie o gargalo real: em muitos casos o limite está no processador ou no armazenamento, não na GPU.

Vale esperar a próxima geração?

Como aponta o Adrenaline, há rumores de que a linha SUPER da geração atual seja anunciada na CES 2027, provavelmente com novos recursos de software. Para quem não tem urgência, esperar o anúncio costuma valer — nem tanto pela nova placa, mas pela queda de preço dos modelos atuais.

Placa de vídeo em ambiente corporativo

Fora dos games, a escolha de GPU segue outra lógica. Para estações de CAD, edição de vídeo, renderização e cargas de IA local, o que pesa é quantidade de memória de vídeo, suporte a drivers certificados e estabilidade sob carga contínua — não taxa de quadros. Placas com 16 GB ou mais de VRAM tendem a envelhecer melhor em fluxos profissionais do que modelos mais rápidos com pouca memória.

Perguntas frequentes

Dá para usar DLSS 5 em RTX 30?

Tecnicamente sim, com mods, mas o desempenho colapsa. Em teste com uma RTX 3080 o jogo caiu de 138 para 4 FPS. Não é uma solução utilizável.

Por que o DLSS 5 exige placas novas?

Porque o modelo foi construído para FP8, formato acelerado nativamente pelos Tensor Cores da arquitetura Blackwell. Turing e Ampere não processam FP8 com a mesma eficiência.

Vale a pena instalar DLL vazada de DLSS?

Não. Além do desempenho ruim em placas antigas, arquivos vazados de origem não oficial representam risco de segurança e podem violar termos de uso.

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Fonte original: Adrenaline. Imagem: reprodução / Adrenaline.

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