Docking station deixou de ser luxo no momento em que os notebooks passaram a vir com duas portas e mais nada. Um comparativo recente testou três docks Thunderbolt 5 abaixo de US$ 400 e chegou a um vencedor claro — o modelo da UGREEN, graças a um recurso que os concorrentes não têm: slot M.2 interno.
Segundo reportagem do Tom’s Hardware, foram avaliados o UGREEN Revodok Maxidok, o Plugable TBT-UDH2 (US$ 349,95) e o Keychron TB5D-1 (US$ 349,99). A publicação já havia testado docks Thunderbolt 5 de topo que chegavam a US$ 650, e agora olhou a faixa mais acessível.
O que os três têm em comum
Antes das diferenças, o denominador comum. Os três entregam:
- 140 W de carga para o notebook pela porta Thunderbolt 5 de upstream
- Rede 2.5 GbE — e os três saturaram a porta sem problema no teste de iPerf3
- Leitores de cartão SD e microSD UHS-II
- Compatibilidade sem percalços com um monitor DQHD de 49 polegadas a 240 Hz
Ou seja: para o básico — alimentar o notebook, colocar na rede cabeada e ligar um monitor grande — qualquer um dos três resolve. A escolha se decide nos detalhes.
Onde eles se separam
- UGREEN Revodok Maxidok — 2 portas Thunderbolt 5 downstream, DisplayPort 2.1 nativo, slot M.2 NVMe PCIe 4.0 interno (até 8 TB) e ventoinha ativa. Não tem HDMI.
- Keychron TB5D-1 — 2 portas Thunderbolt 5 downstream, 2 saídas HDMI 2.1 e todas as portas USB a 10 Gbps.
- Plugable TBT-UDH2 — 2 saídas HDMI 2.1, mas apenas 1 porta Thunderbolt 5 downstream, e ela fica na frente do aparelho. Mistura portas de 10 Gbps e 5 Gbps.
A crítica ao Plugable é justa e vale sublinhar: uma única porta Thunderbolt de saída, posicionada na frente, é uma limitação séria em um produto dessa faixa de preço. Frente é lugar de conexão temporária, não de periférico fixo.
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O slot M.2 é o diferencial real
O UGREEN foi o único a permitir instalar um SSD NVMe dentro do próprio dock, sob uma tampa presa por um parafuso na base. Com um SSD Micron da série 2500, ele registrou 5.780 MBps de leitura — cerca de 300 MBps à frente dos concorrentes, que precisaram de um gabinete externo ligado a uma das portas Thunderbolt.
Vale a honestidade metodológica: a comparação não é perfeitamente equivalente, já que o UGREEN usou slot nativo e os outros dois um gabinete externo. Parte da vantagem vem da topologia, não necessariamente de um controlador superior.
Ainda assim, a conveniência é concreta. Um dock com armazenamento embutido elimina um aparelho e um cabo da mesa, e transforma a estação em um ponto único: chegou, conectou um cabo, tem energia, rede, monitores, periféricos e disco de trabalho.
Atenção ao preço do vencedor
Há uma inconsistência que o comprador precisa conhecer. A tabela de especificações do artigo lista o Revodok Maxidok a US$ 499,99, enquanto o corpo do texto fala em cerca de US$ 389,99 com cupom. Provavelmente é a diferença entre preço sugerido e preço de rua — mas significa que o valor promocional depende de cupom e pode não estar disponível sempre.
Por que isso importa para o escritório brasileiro
O cenário mais comum em empresa hoje é a estação compartilhada ou a mesa de hot desk: o funcionário chega com o notebook, encaixa um cabo e trabalha com dois monitores, teclado, mouse, rede cabeada e headset. Sem dock, isso vira quatro ou cinco conexões manuais por vez, várias vezes ao dia.
O ganho não é conforto, é padronização. Uma mesa com dock reduz chamado de suporte, elimina adaptadores perdidos e garante que qualquer notebook da frota funcione em qualquer posição de trabalho. Em regime híbrido, isso multiplica a taxa de ocupação das mesas sem multiplicar periféricos.
Antes de comprar, verifique três coisas
Primeiro, se o notebook realmente tem Thunderbolt — muitas portas USB-C não são Thunderbolt, e o dock funcionará com recursos reduzidos. Segundo, quantos monitores e em qual resolução e taxa você precisa: HDMI 2.1 e DisplayPort 2.1 não são intercambiáveis, e a escolha entre Keychron e UGREEN se decide exatamente aí. Terceiro, a potência de carga: 140 W atende a maioria dos notebooks, mas workstations móveis de alto desempenho podem exigir mais.
Como o comparativo do Tom’s Hardware registra, todos os modelos esquentaram ao toque — só o UGREEN, com ventoinha interna, ficou perceptivelmente mais frio. É um ponto a considerar em mesas com pouca ventilação.
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Perguntas frequentes
Qual o melhor dock Thunderbolt 5 abaixo de US$ 400?
No comparativo, o UGREEN Revodok Maxidok levou a recomendação principal por ser o mais versátil: tem duas portas Thunderbolt 5 de saída, DisplayPort 2.1 e slot M.2 NVMe interno com suporte a até 8 TB.
Qual dock escolher se eu preciso de dois monitores HDMI?
O Keychron TB5D-1 é a alternativa indicada, com duas saídas HDMI 2.1 e todas as portas USB a 10 Gbps. O UGREEN não tem HDMI, apenas DisplayPort 2.1.
Docking station Thunderbolt 5 carrega o notebook?
Sim. Os três modelos testados fornecem 140 W de carga ao notebook pela porta Thunderbolt 5 de upstream, o que atende à maioria dos aparelhos. Workstations móveis de alto desempenho podem exigir mais potência.
Meu notebook precisa ter Thunderbolt para usar esses docks?
Sim, para aproveitar todos os recursos. Muitas portas USB-C não são Thunderbolt, e nesse caso o dock funciona com limitações de banda, número de monitores e velocidade de armazenamento.
Vale a pena um dock com slot M.2 interno?
Vale quando você já usa SSD externo. O slot embutido elimina um aparelho e um cabo da mesa e, no teste, entregou cerca de 300 MBps a mais de leitura que a solução com gabinete externo.


