
O mercado de monitores OLED praticamente dobrou em um ano. Os embarques globais cresceram 98% na comparação com o mesmo período de 2025 e subiram 26,1% em relação ao trimestre anterior, segundo levantamento da consultoria TrendForce referente ao segundo trimestre de 2026.
Segundo reportagem da Adrenaline, a ASUS manteve a liderança com 23,1% de participação, à frente de Samsung, MSI, AOC e LG. Juntas, as cinco maiores marcas ficaram com 66% do mercado.
O ranking do segundo trimestre
- ASUS — 23,1%: impulsionada pelo festival de promoções 618 na China e pela demanda de lan houses chinesas
- Samsung — 13,1%: em queda, atribuída à retirada gradual do mercado chinês
- MSI — 12,8%: também favorecida pelo 618; a distância para a Samsung caiu para apenas 0,3 ponto percentual
- AOC — 8,6%: beneficiada por lançamentos agressivos, especialmente em 27 polegadas QHD
- LG Electronics — 8,4%: crescimento puxado pelo ramp-up do monitor premium OLED de 39 polegadas WUHD
- Demais marcas — 34%
Vale registrar a aceleração: no primeiro trimestre o crescimento anual havia sido de 78%. Em três meses o ritmo subiu 20 pontos percentuais.
O tamanho que domina
O segmento mais vendido é o de 27 polegadas com resolução QHD (2560 x 1440). Não é coincidência: é o ponto de equilíbrio entre densidade de pixels aceitável, exigência de placa de vídeo razoável e preço que cabe no orçamento de quem está migrando do LCD.
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Por que o OLED barateou justo agora
A explicação está na oferta de painéis. A TrendForce atribui o salto do primeiro trimestre à liberação de fornecimento de painéis QD-OLED, e aponta que a melhora no suprimento permite que marcas menores aumentem embarques mais rápido e encurtem a distância para as líderes.
Há ainda uma tecnologia emergente no radar: os painéis OLED fabricados por impressão a jato de tinta (IJP) da TCL CSOT, que prometem reduzir custo e acelerar a produção. Eles já chegaram ao segmento comercial pelas mãos da MSI.
O detalhe que a estatística esconde
Como observou a PC Gamer, a maior parte dos painéis OLED para monitores gamer ainda sai das fábricas de Samsung e LG, mesmo quando o produto final leva outra marca. O ranking mede quem vende o monitor, não quem fabrica a tela.
Os preços caíram de verdade
Este é o dado mais relevante para quem vai comprar. Monitores OLED gamer custavam de US$ 600 a US$ 1.000 há pouco tempo. Hoje há modelos de entrada com preço sugerido na casa dos US$ 350 — como o Alienware AW2726DM, o Samsung Odyssey G50SF e o AOC Agon Pro, todos de 27 polegadas e 1440p. Modelos 4K, como o MSI MAG 321UP, aparecem por cerca de US$ 700.
E aqui vai a observação mais útil do levantamento: o mercado de monitores é um dos poucos que não foi contaminado pela crise de memória. Enquanto RAM, SSD e placa de vídeo subiram, monitor continuou barateando. Para quem tem orçamento limitado e quer sentir um ganho real no setup, é hoje o componente com melhor relação entre investimento e percepção de melhoria.
Vale a pena para uso corporativo?
Depende da jornada. OLED entrega contraste e cor superiores, o que compensa em design, edição de vídeo e análise de imagem. Mas em escritório com conteúdo estático na tela oito horas por dia — planilhas, ERP, barras de ferramentas fixas — o risco de retenção de imagem ainda pesa. Nesse cenário, um bom IPS office costuma ser a escolha mais racional e bem mais barata.
Como escolher um monitor OLED sem se arrepender
Com a queda de preço, a decisão deixou de ser “posso pagar” e passou a ser “qual faz sentido para mim”. Quatro critérios separam uma boa compra de um arrependimento caro:
- Tipo de painel: QD-OLED entrega cores mais saturadas e melhor brilho em ambientes claros; WOLED costuma lidar melhor com reflexos. Nenhum é universalmente superior — depende da iluminação do seu ambiente
- Proteção contra retenção de imagem: verifique se o modelo tem ciclo de compensação de pixel automático e se a garantia cobre burn-in. Nem todo fabricante cobre
- Brilho em SDR: muita gente compra olhando o pico HDR, mas passa 90% do tempo em SDR. É esse número que determina o conforto no uso diário
- Taxa real que você vai usar: 240 Hz só entrega valor se a sua placa de vídeo sustentar esse quadro. Caso contrário, é dinheiro parado
Como a Adrenaline registrou, a entrada de novas marcas e a melhora no fornecimento de painéis tendem a manter a pressão sobre os preços nos próximos meses — o que favorece quem pode esperar um pouco antes de decidir.
Perguntas frequentes
Quanto cresceu o mercado de monitores OLED?
Os embarques globais subiram 98% na comparação anual e 26,1% em relação ao trimestre anterior, no segundo trimestre de 2026, segundo a TrendForce.
Qual marca lidera o mercado de monitores OLED?
A ASUS, com 23,1% de participação. Em seguida vêm Samsung (13,1%), MSI (12,8%), AOC (8,6%) e LG Electronics (8,4%).
Qual o tamanho de monitor OLED mais vendido?
O de 27 polegadas com resolução QHD (2560 x 1440), que domina os embarques do segmento.
Monitor OLED ficou mais barato?
Sim. Modelos que custavam de US$ 600 a US$ 1.000 hoje têm concorrentes de entrada na casa dos US$ 350. O mercado de monitores não foi afetado pela crise de memória que encareceu RAM e SSD.
OLED serve para trabalho de escritório?
Para design e edição, sim. Para uso com conteúdo estático por muitas horas seguidas, o risco de retenção de imagem ainda torna um bom monitor IPS a opção mais segura e econômica.
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