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Placa de vídeo AMD deve subir 10% em agosto, aponta relato

AMD teria avisado parceiros sobre alta de pelo menos 10% nas Radeon em agosto. Veja quais modelos sobem mais e o impacto no preço no Brasil.
Placa de vídeo AMD Radeon ilustrando o aumento de preço das GPUs em agosto
Foto: reprodução / TechPowerUp

Depois da Nvidia, é a vez da AMD. Relatos da cadeia de suprimentos apontam que a AMD prepara um aumento de preço das placas de vídeo Radeon de pelo menos 10% em agosto, repassado diretamente aos parceiros que montam as placas. Se confirmado, o movimento fecha o cerco: as duas fabricantes que dominam o mercado de GPU terão reajustado preços no mesmo trimestre.

Segundo reportagem da TechPowerUp, que cita informações do Board Channels repassadas pelo VideoCardz, a AMD já teria comunicado seus parceiros AIB (add-in board) sobre o reajuste. O número divulgado é um piso, não um teto: a informação fala em “no mínimo 10%”, e o limite superior segue desconhecido.

O que exatamente vai encarecer

Vale entender o mecanismo, porque ele explica por que nem toda placa vai subir igual. A AMD não vende apenas o chip gráfico aos parceiros. Ela monta o que o mercado chama de GPU kit: o die fabricado pela TSMC somado à memória GDDR6 negociada com SK hynix, Micron e Samsung. É esse pacote que chega às fabricantes de placas.

Ou seja, o reajuste atinge silício e memória ao mesmo tempo. E como o preço da GDDR6 é o componente que mais subiu, a lógica é direta: quanto mais VRAM a placa tiver, maior tende a ser o repasse.

  • Modelos com mais memória — a Radeon RX 9070 XT de 16 GB, atual topo da linha RDNA 4, tende a levar um prêmio acima dos 10%.
  • Modelos de entrada — a Radeon RX 9050, incluindo a versão de 4 GB restrita a OEMs, deve ficar próxima do piso de 10%, já que usa menos chips de memória.
  • Linha intermediária — como a RDNA 4 mira justamente o meio da tabela, é essa faixa que concentra o volume de vendas afetado.

Por que a AMD esperou a Nvidia

O detalhe mais revelador do relato não é o percentual, é o timing. Segundo a apuração, a AMD segurou o reajuste até a concorrente se mexer. Não é falta de pressa: é precificação por paridade.

A AMD hoje não tem uma solução de altíssimo desempenho para brigar com o topo do catálogo da Nvidia. Sem produto de topo, ela também não tem poder de precificação independente — quem define o teto do mercado é quem tem a placa mais rápida. Subir preço antes da concorrente significaria perder competitividade justamente na faixa onde a Radeon precisa vencer, que é custo-benefício.

Não é a primeira tentativa

Esse mesmo aumento já havia sido reportado para julho e não se materializou. O adiamento de um mês é um dado relevante por si só: sugere uma negociação em cascata na cadeia de memória, com os fornecedores repactuando contratos antes de o repasse chegar ao varejo. Também é um bom lembrete de que prazo de rumor de supply chain costuma escorregar.

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O que muda para quem compra no Brasil

Aqui a conta é sempre em camadas. Um reajuste de 10% na origem não vira 10% na etiqueta brasileira — ele entra antes do câmbio, dos impostos de importação e da margem da cadeia local. Historicamente, aumentos de fábrica chegam amplificados ao consumidor final, e com atraso de algumas semanas a alguns meses, conforme o estoque antigo se esgota.

Isso cria uma janela. Placas que já estão em estoque no Brasil foram compradas na tabela anterior. Enquanto durarem, o preço praticado ainda reflete o custo velho. É exatamente o cenário em que adiar a compra tende a custar caro.

Para empresas, o cálculo é diferente

Quem compra CNPJ raramente adquire uma unidade. Em renovação de parque de estações de trabalho, engenharia, arquitetura, edição de vídeo ou laboratórios de treinamento de modelos, o pedido é de dezenas de placas. Nesse volume, 10% de reajuste na origem vira um número de cinco ou seis dígitos no orçamento anual.

Duas alavancas ajudam a proteger o projeto: antecipar a compra enquanto o estoque está na tabela antiga e usar faturamento em até 90 dias, que descola a data da compra da data do desembolso. Na prática, é travar o preço hoje e pagar depois — o oposto de esperar e pagar mais.

Vale esperar o preço cair?

Os sinais apontam para o contrário. A pressão vem da demanda por hardware de inteligência artificial, que consome capacidade de fabricação e memória que antes iam para o mercado de consumo. Enquanto essa demanda não desacelerar, não há gatilho óbvio para queda. Ainda assim, é justo registrar: como reforça a reportagem da TechPowerUp, nada disso foi confirmado oficialmente pela AMD.

A leitura prudente é separar necessidade de desejo. Quem tem projeto com data marcada deve comprar agora. Quem só quer trocar de placa por gosto pode esperar — desde que aceite a chance concreta de pagar mais.

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Perguntas frequentes

De quanto é o aumento de preço das placas de vídeo da AMD?

O relato aponta um reajuste de pelo menos 10% a partir de agosto, aplicado sobre o GPU kit vendido aos parceiros. O teto do aumento não foi divulgado e a AMD não confirmou oficialmente a informação.

O aumento vale para todas as Radeon?

A tendência é que sim, mas de forma desigual. Modelos com mais memória, como a RX 9070 XT de 16 GB, devem subir acima de 10%, enquanto placas de entrada como a RX 9050 ficariam perto do piso.

Por que as placas de vídeo estão subindo de preço?

O gargalo é a memória. A demanda da indústria de inteligência artificial pressiona a produção de chips e de DRAM, encarecendo a GDDR6 que a AMD compra de SK hynix, Micron e Samsung para montar o kit enviado aos parceiros.

Quando o aumento chega ao Brasil?

Não há data. Reajustes de fábrica chegam ao varejo brasileiro conforme o estoque comprado na tabela anterior se esgota, o que costuma levar de algumas semanas a alguns meses, e ainda passam por câmbio e impostos.

Vale a pena antecipar a compra da placa de vídeo?

Para quem tem necessidade concreta e prazo definido, sim. Para empresas, antecipar a compra e usar faturamento em até 90 dias permite travar o preço atual sem antecipar o desembolso.

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