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Samsung revela monitores Odyssey com até 1100 Hz

Samsung apresentou a nova linha Odyssey com ultrawide de 720 Hz e IPS de 1100 Hz. Veja especificações, modo duplo e o que muda para o comprador.
Nova linha de monitores gamer Samsung Odyssey apresentada na Gamescom 2026
Foto: reprodução / KitGuru

A Samsung abriu o jogo sobre a próxima geração da sua linha de monitores gamer Odyssey e trouxe números que soam quase absurdos: um ultrawide de 49 polegadas capaz de chegar a 720 Hz e um modelo IPS de 27 polegadas que promete 1100 Hz. A apresentação aconteceu durante a Gamescom 2026 e antecipa o portfólio que a fabricante pretende colocar no mercado em 2027.

Segundo reportagem do KitGuru, o carro-chefe da linha é o Odyssey OLED G9 (G95SJ), apontado como o primeiro display DQHD a alcançar 360 Hz em resolução nativa. Ele estreia o painel QD-OLED de quinta geração da Samsung, e é justamente esse painel que sustenta o resto das especificações.

Odyssey OLED G9: 49 polegadas, DQHD e modo duplo de 720 Hz

O G95SJ é o modelo que concentra a maior parte das novidades técnicas. A combinação de resolução ultrawide com taxa de atualização extrema sempre foi um gargalo, e a Samsung resolveu isso oferecendo dois modos de operação em vez de um só.

  • Tela: 49 polegadas, painel QD-OLED de 5ª geração
  • Resolução e taxa nativas: DQHD a 360 Hz
  • Modo duplo: DualHD com até 720 Hz
  • Brilho de pico: 1300 nits
  • Tempo de resposta: 0,03 ms GtG

O modo duplo é o detalhe que merece atenção de quem joga competitivo. Em vez de forçar o usuário a escolher entre imersão e velocidade na hora da compra, o monitor permite alternar: DQHD nativo a 360 Hz para jogos de mundo aberto e simuladores, DualHD a 720 Hz quando o objetivo é a menor latência possível em FPS competitivos.

G8, G7 e G6: a linha completa apresentada

Abaixo do carro-chefe, a Samsung distribuiu tecnologias diferentes conforme o uso pretendido. O destaque menos óbvio, mas talvez mais relevante para o dia a dia, está no modelo de 32 polegadas.

Odyssey OLED G8 — 32 polegadas

Traz revestimento antirreflexo, certificação DisplayHDR True Black 600 e conectividade USB-C com entrega de energia de 98 W. Esse último item transforma o monitor em estação de trabalho de fato: um único cabo carrega o notebook e transmite vídeo, o que resolve boa parte da bagunça de cabos em mesas corporativas.

Odyssey OLED G7 (G75SJ) — 42 polegadas

Painel 4K com curvatura 1000R, 165 Hz e tempo de resposta de 0,03 ms. É a opção para quem quer tela grande e curva sem migrar para o formato ultrawide.

Odyssey G6 (G60H) — 27 polegadas

Aqui a Samsung abandona o OLED e usa Fast IPS para empurrar a taxa de atualização ao extremo: até 1100 Hz em resolução HD ou 600 Hz em QHD, também via modo duplo. A fabricante espera lançá-lo no segundo semestre de 2026 — ou seja, é o modelo que deve chegar primeiro.

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1100 Hz faz sentido? O que a taxa extrema realmente entrega

Vale separar marketing de utilidade. A diferença perceptível entre 240 Hz e 360 Hz já é sutil para a maioria dos jogadores; entre 600 Hz e 1100 Hz, a percepção direta tende a ser mínima. O ganho real dessas taxas altíssimas aparece na redução de latência de exibição e na clareza de movimento — a imagem em movimento fica mais nítida porque cada quadro permanece menos tempo na tela.

Há também um obstáculo prático: para alimentar 720 Hz ou 1100 Hz é preciso que o jogo e a GPU entreguem essa taxa de quadros. Fora de títulos leves e competitivos como CS2 ou Valorant em configurações reduzidas, o hardware atual raramente chega perto. Na prática, esses modos são ferramentas de nicho competitivo, não o padrão de uso.

O que importa mais para o comprador corporativo

Para escritórios, o número que muda a rotina não é a taxa de atualização e sim o USB-C com 98 W de entrega de energia presente no G8. Esse recurso reduz a quantidade de cabos por estação, elimina a fonte separada do notebook e simplifica ambientes de hot desk. Somado ao revestimento antirreflexo e à certificação DisplayHDR True Black 600, entrega um monitor que serve tanto para trabalho quanto para jogo — que é exatamente o perfil de compra de boa parte das empresas hoje.

Quando chega ao Brasil e a que preço

A Samsung não divulgou preços nem cronograma para o mercado brasileiro. O histórico da linha Odyssey sugere cautela no planejamento: modelos de topo costumam chegar ao país meses após a estreia internacional e com preço bem acima da conversão direta, por conta de impostos e custo de importação.

Como o KitGuru registra, o único modelo com janela de lançamento indicada é o Odyssey G6, previsto para o segundo semestre de 2026. Os demais foram apresentados como linha 2027. Para quem precisa renovar monitores agora, a leitura prática é que a geração atual — já madura em OLED e em taxas de 240 Hz — segue sendo a escolha racional, com a vantagem adicional de tender à queda de preço quando os sucessores forem anunciados.

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Perguntas frequentes sobre os novos monitores Odyssey

Qual o monitor mais rápido da nova linha Samsung Odyssey?

O Odyssey G6 (G60H), de 27 polegadas e painel Fast IPS, é o mais rápido em taxa de atualização: chega a 1100 Hz em resolução HD ou 600 Hz em QHD, usando modo duplo.

O que é o modo duplo dos monitores Odyssey?

É um recurso que permite alternar entre resolução nativa com taxa mais baixa e uma resolução reduzida com taxa de atualização muito maior. No Odyssey OLED G9, por exemplo, o usuário escolhe entre DQHD a 360 Hz ou DualHD a até 720 Hz.

Quando os novos monitores Odyssey chegam ao mercado?

A Samsung apresentou a linha como portfólio de 2027. A exceção é o Odyssey G6, com previsão para o segundo semestre de 2026. Não há data nem preço confirmados para o Brasil.

O Odyssey OLED G8 serve para trabalho?

Sim. Além do painel OLED de 32 polegadas com revestimento antirreflexo e DisplayHDR True Black 600, ele traz USB-C com 98 W de entrega de energia, permitindo carregar o notebook e transmitir vídeo por um único cabo.

Vale esperar a nova geração ou comprar um monitor agora?

Para quem precisa renovar equipamentos no curto prazo, a geração atual já está madura e tende a ficar mais acessível conforme os sucessores forem anunciados. Os modelos de 2027 ainda não têm preço nem previsão de chegada ao Brasil.

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