Num mercado onde quase tudo subiu de preço, o armazenamento em disco rígido segue como a exceção sensata. O Seagate BarraCuda de 24 TB caiu para US$ 699,99, o que dá US$ 29,16 por terabyte — ou cerca de dois centavos de dólar por gigabyte.
Segundo reportagem do Tom’s Hardware, o desconto de US$ 50 sobre os US$ 749,99 originais deixa o modelo de 24 TB cerca de US$ 200 mais barato que a versão de 20 TB — uma inversão de preço que raramente acontece.
Especificações do BarraCuda 24 TB
- Capacidade: 24 TB
- Tecnologia de gravação: CMR (Conventional Magnetic Recording)
- Rotação: 7.200 RPM
- Cache: 512 MB
- Interface: SATA de 6 Gb/s
- Taxa de transferência: até 190 MB/s
- Formato: 3,5 polegadas, chassi metálico padrão
- Custo por TB: US$ 29,16
Por que o CMR importa mais do que parece
Este é o detalhe técnico que separa um bom HD de uma dor de cabeça. Discos SMR gravam trilhas sobrepostas para ganhar densidade, mas sofrem quedas brutais de desempenho em escrita sustentada e são problemáticos em arranjos RAID e NAS.
O BarraCuda de 24 TB usa CMR, com trilhas independentes. Isso significa desempenho previsível em escrita, comportamento estável em NAS e reconstrução de RAID sem surpresas. Para quem monta armazenamento em rede ou servidor de arquivos, é requisito, não preferência.
Precisa ampliar o armazenamento?
HDs, SSDs, storages e servidores na GOIG com canais oficiais, garantia e nota fiscal eletrônica. Faturamento empresarial em até 90 dias e orçamento rápido para CNPJ.
HD ainda faz sentido em 2026?
Faz — desde que você saiba para quê. A resposta curta: disco rígido para guardar, SSD para trabalhar.
- Onde o HD vence: backup, arquivo morto, biblioteca de mídia, servidor de arquivos, câmeras de segurança, NAS doméstico ou corporativo. Custo por terabyte imbatível
- Onde o HD perde: sistema operacional, jogos modernos, edição de vídeo em timeline, banco de dados. Aqui o SSD NVMe não tem concorrente
O próprio Tom’s Hardware é direto no ponto: para jogos atuais, HD não serve — é preciso SSD. Títulos recentes fazem streaming constante de texturas e simplesmente engasgam em disco mecânico.
O contexto de preço que ninguém pode ignorar
Vale calibrar a expectativa antes de comemorar. Os preços do setor de armazenamento dobraram ou mais desde o início do boom de IA, que consumiu boa parte da capacidade de produção. Em Black Fridays anteriores à inflação de componentes, esse mesmo disco já foi visto bem mais barato.
Ou seja: US$ 29 por terabyte é uma boa oferta para o mercado de hoje, não em termos históricos. A recomendação prática é comparar com o cenário atual, não com o de 2024.
O que checar antes de comprar
- Garantia: a linha BarraCuda costuma sair com 2 anos, prazo curto para uso em NAS ligado 24 horas. Linhas IronWolf e Exos oferecem mais
- Taxa de falha: dados públicos do Backblaze indicam que a Seagate não apresenta índice pior nem melhor que o das concorrentes
- Backup não é RAID: um disco grande não substitui rotina de cópia. RAID protege contra falha de hardware, não contra apagamento acidental ou ransomware
Para empresas, a conta muda de figura: 24 TB em um único disco reduz slots ocupados, consumo e custo de licenciamento por baia em muitos storages. Vale simular o custo total, não só o preço do disco.
HD, SSD SATA ou NVMe: montando a hierarquia certa
A escolha mais eficiente raramente é comprar um único tipo de armazenamento. É combinar camadas conforme a frequência de acesso aos dados:
- SSD NVMe: sistema operacional, aplicativos e projetos em andamento. É onde a velocidade se converte em tempo economizado todos os dias
- SSD SATA: biblioteca de jogos e arquivos acessados com frequência, mas sem exigência de latência mínima. Custo por gigabyte melhor que o NVMe
- HD de alta capacidade: backup, arquivo morto, mídia e tudo que é lido raramente. É onde o BarraCuda de 24 TB brilha
Para empresas, a lógica é a mesma com nomes diferentes: dados quentes em flash, dados frios em disco. Colocar arquivo morto em SSD é desperdício de capital; colocar banco de dados em HD é desperdício de produtividade.
Como o Tom’s Hardware observou, o setor de armazenamento viu preços dobrarem desde o início do boom de inteligência artificial, que absorveu boa parte da capacidade de produção. Nesse cenário, o disco mecânico voltou a ser a única opção viável para grandes volumes.
Uma conta que vale fazer
Guardar 24 TB em SSD NVMe custaria, hoje, um múltiplo considerável dos US$ 700 do BarraCuda. Para dados que você acessa uma vez por mês, essa diferença não compra nenhuma vantagem perceptível — compra apenas silêncio e menor consumo de energia.
Perguntas frequentes
Quanto custa o Seagate BarraCuda de 24 TB?
US$ 699,99 no varejo americano, ante US$ 749,99 originais. Isso equivale a US$ 29,16 por terabyte.
O BarraCuda de 24 TB é CMR ou SMR?
É CMR, com gravação em trilhas independentes. Isso garante desempenho previsível em escrita e bom comportamento em NAS e arranjos RAID.
Dá para instalar jogos nesse HD?
Tecnicamente sim, mas não é recomendado. Jogos modernos exigem SSD por causa do streaming constante de texturas. O HD é indicado para backup, arquivo e biblioteca de mídia.
Qual a velocidade do disco?
Ele gira a 7.200 RPM e atinge até 190 MB/s de transferência, com 512 MB de cache e interface SATA de 6 Gb/s.
Serve para NAS corporativo?
A tecnologia CMR o torna apto tecnicamente. Porém, para NAS ligado 24 horas por dia, vale avaliar linhas com garantia maior e especificação de carga de trabalho anual, como IronWolf ou Exos.
Dimensione o storage da sua empresa
A GOIG faz orçamento especializado em armazenamento corporativo: HDs, SSDs, NAS e servidores. Nota fiscal eletrônica para CNPJ, 12x sem juros e 10% de desconto no PIX.

