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Gigabyte relança B450: novas placas AM4 com DDR4 em 2026

Gigabyte lança B450M D3HP e D3HP WIFI6E, placas AM4 novas com DDR4, M.2 e Wi-Fi 6E. Entenda por que o chipset de 2018 voltou com a RAM cara.
Foto: reprodução / Adrenaline

Um chipset lançado em 2018 acaba de ganhar produto novo em 2026. A Gigabyte B450 voltou à linha com duas placas-mãe inéditas — a B450M D3HP e a B450M D3HP WIFI6E — num movimento que só faz sentido quando se olha para o preço da memória DDR5.

Segundo reportagem do Tom’s Hardware, não são revisões renomeadas de modelos antigos: são produtos novos, lançados discretamente, para atender quem quer montar máquina sem pagar o preço atual da DDR5.

Especificações das novas B450M D3HP

  • Formato: micro-ATX, soquete AM4
  • VRM: entrega digital de energia em 4+2 fases
  • Memória: 4 slots DDR4 em dois canais, até 128 GB, a DDR4-2667
  • Armazenamento: dois slots M.2 2280 (um PCIe 3.0 x4 ligado direto à CPU e outro PCIe 2.0 x2 via chipset) e quatro portas SATA III de 6 Gb/s
  • Expansão: um PCIe 3.0 x16 e um PCIe 2.0 x1
  • Vídeo integrado: 1x DisplayPort 1.2 e 2x HDMI 2.0b
  • USB: sete portas (quatro USB 3.2 Gen 1 e três USB 2.0), mais header USB-C frontal de 5 Gb/s
  • Rede: Gigabit Ethernet Realtek; a versão WIFI6E soma Wi-Fi 6E (RTL8852CE) com Bluetooth 5.4 e até 2,4 Gb/s na faixa de 6 GHz

Há ainda botão Q-Flash Plus, que atualiza a BIOS sem CPU, memória ou GPU instaladas, iluminação RGB Fusion 2.0 com três headers endereçáveis, Smart Fan 6 com FAN STOP e capacitores de áudio dedicados.

Quais processadores rodam nelas

A compatibilidade cobre Ryzen 3000, 4000 e 5000, além das APUs Ryzen 3000G a 5000G. A faixa de TDP vai de chips econômicos de 35 W até as peças de 105 W — na prática, do Athlon 200GE ao Ryzen 9 5950X. É bastante alcance para uma placa de entrada.

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Por que um chipset de 2018 voltou

A escassez de memória transformou a DDR5 em item de faixa premium. Fabricantes de chipsets e de placas responderam retomando hardware compatível com DDR4, bem mais barata, para segurar o custo total da montagem.

Como a Adrenaline apontou, é o segundo movimento da Gigabyte no AM4 em duas semanas — em 1º de agosto a marca anunciou placas B550 inéditas, também para quem monta com DDR4. A plataforma AM4 foi oficialmente aposentada em 2022 e segue recebendo produto novo quatro anos depois.

As limitações que você precisa aceitar

Não existe almoço grátis. O barramento não passa de PCIe 3.0, o que limita SSDs modernos e, em placas de vídeo recentes, pode custar alguns pontos percentuais de desempenho. O VRM de 4+2 fases é modesto para os chips de 105 W — funciona, mas não é terreno para overclock agressivo. E a memória trava em DDR4-2667 na especificação oficial.

Quanto vai custar

A Gigabyte ainda não anunciou preço oficial nem em quais mercados as placas serão vendidas, e elas não apareceram nos grandes varejistas americanos. Como referência histórica, quando as B450 estavam na ativa, modelos de entrada partiam de cerca de US$ 50 e os topo de linha de US$ 100. As duas novas devem cair na faixa de entrada — mas nas condições atuais de mercado, nada garante que os patamares antigos se repitam.

Para o comprador brasileiro, o cálculo relevante é o do conjunto: uma B450 barata com Ryzen 5000 e 16 GB de DDR4 pode sair bem abaixo de uma configuração AM5 equivalente hoje, mesmo com a plataforma mais nova sendo tecnicamente superior.

Para quem essa placa realmente serve

Vale separar os cenários com honestidade, porque o entusiasmo com o retorno do AM4 costuma atropelar o bom senso.

  • Escritório e uso corporativo: excelente encaixe. Um Ryzen 5 5600G com gráficos integrados, 16 GB de DDR4 e SSD NVMe resolve produtividade, videoconferência e sistemas de gestão com sobra, a um custo total difícil de bater
  • PC gamer de entrada: bom encaixe, desde que a expectativa seja 1080p. O PCIe 3.0 x16 custa poucos pontos percentuais em placas de vídeo modernas
  • Estação de trabalho pesada: encaixe ruim. O VRM de 4+2 fases e o teto de DDR4-2667 limitam demais quem precisa de processamento sustentado
  • Máquina para durar cinco anos: encaixe ruim. O AM4 não tem mais caminho de upgrade relevante

O ponto que a Adrenaline destacou merece repetição: são produtos novos entrando em uma plataforma oficialmente aposentada desde 2022. Isso significa comprar sabendo que o fim da linha já é conhecido — o que é perfeitamente racional quando o objetivo é custo baixo hoje, e não longevidade.

Perguntas frequentes

Quais são as novas placas-mãe B450 da Gigabyte?

São a B450M D3HP e a B450M D3HP WIFI6E, ambas micro-ATX com soquete AM4. A segunda adiciona Wi-Fi 6E e Bluetooth 5.4.

Que processadores essas placas suportam?

Ryzen 3000, 4000 e 5000, além das APUs Ryzen 3000G a 5000G, cobrindo TDPs de 35 W a 105 W — do Athlon 200GE ao Ryzen 9 5950X.

Por que a Gigabyte lançou placas com chipset antigo?

Porque a alta da DDR5 encareceu muito as montagens em plataformas novas. Placas AM4 usam DDR4, bem mais barata, e reduzem o custo total do PC.

Elas suportam SSD NVMe?

Sim, com dois slots M.2 2280. Um deles é PCIe 3.0 x4 ligado à CPU e o outro é PCIe 2.0 x2 via chipset, então o desempenho fica limitado ao padrão PCIe 3.0.

Vale mais a pena AM4 ou AM5 hoje?

AM5 é tecnicamente superior e tem futuro de upgrade, mas exige DDR5. Com a memória cara, o AM4 costuma entregar custo total menor para escritório, uso corporativo e PC gamer de entrada.

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