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Seasonic conquista 1º selo 80 Plus Ruby em fonte ATX a 115 V

A Seasonic Prime Enterprise RX-1600 é a primeira fonte ATX a receber o selo 80 Plus Ruby a 115 V. Veja os critérios de eficiência e o que muda para empresas.
Selo de certificação 80 Plus Ruby conquistado pela fonte Seasonic Prime Enterprise RX-1600
Foto: reprodução / KitGuru

A Seasonic virou a primeira fabricante a conseguir a certificação 80 Plus Ruby para uma fonte ATX testada em 115 V. O selo foi concedido à Prime Enterprise RX-1600, unidade projetada para desktops, estações de trabalho e sistemas voltados a inteligência artificial.

Segundo reportagem do KitGuru, o Ruby é o nível mais novo e mais rigoroso do programa 80 Plus, administrado pela CLEAResult. Passar nele exige um conjunto de metas de eficiência que vai bem além do que Gold e Platinum cobram.

Os critérios do 80 Plus Ruby a 115 V

Para receber o selo nessa tensão, a fonte precisa atingir simultaneamente as seguintes marcas de eficiência:

  • 5% de carga: 85% de eficiência
  • 10% de carga: 91%
  • 20% de carga: 93%
  • 50% de carga: 95%
  • 100% de carga: 91%
  • Fator de potência: no mínimo 0,95 a 20% de carga

Por que as exigências de carga baixa mudam tudo

O detalhe mais importante da nova certificação são as metas de 5% e 10% de carga. Selos anteriores concentravam a avaliação nas faixas média e alta, o que criava uma distorção: uma fonte podia ser eficiente sob estresse e desperdiçar energia justamente na condição em que a máquina passa a maior parte do tempo — ociosa ou em carga leve.

É exatamente aí que mora o consumo real de um parque de TI. Um computador corporativo típico passa a maior parte do expediente em navegador, planilha e cliente de e-mail, usando uma fração da capacidade da fonte. Ganho de eficiência em 5% e 10% de carga significa redução de consumo em regime, não em pico.

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Uma marca com histórico no programa

Não é a primeira vez que a Seasonic abre um capítulo do 80 Plus. Conforme relembra o KitGuru, a empresa certificou a primeira fonte 80 Plus da história em 2005, com a SS-400HT, e conquistou o primeiro selo 80 Plus Gold em 2008. O CEO Walter Sun destacou essa trajetória ao comentar o novo marco.

A leitura de mercado é simples: ser o primeiro em um selo de eficiência é vitrine de engenharia. Os ganhos percentuais nesse patamar parecem pequenos no papel, mas exigem componentes melhores, topologia mais sofisticada e muito trabalho de validação.

Quanto isso vale em reais

Aqui é preciso ser direto para não vender ilusão. A diferença entre uma fonte Gold e uma Ruby em um único PC doméstico é irrisória na conta de luz — provavelmente alguns reais por mês. Trocar uma fonte que funciona bem só para ganhar eficiência não se paga.

A matemática inverte em escala. Cinquenta máquinas ligadas oito horas por dia, ou um rack de estações de trabalho e servidores rodando 24 horas, transformam pontos percentuais em valor relevante ao longo do ano. E existe um efeito secundário que pesa tanto quanto: energia não convertida vira calor, e calor vira conta de ar-condicionado.

O que olhar na hora de comprar

Para o comprador brasileiro, três pontos valem mais do que o selo em si. Primeiro, dimensionar corretamente: uma fonte superdimensionada opera em carga baixa o tempo todo, justamente a faixa em que a maioria dos modelos é ineficiente. Segundo, verificar a tensão de teste — certificações a 230 V têm critérios diferentes dos de 115 V. Terceiro, garantia e canal oficial, porque fonte é o componente que, ao falhar, pode levar outros junto.

Perguntas frequentes

O que é a certificação 80 Plus Ruby?

É o nível mais novo e exigente do programa 80 Plus, administrado pela CLEAResult. Ele acrescenta metas de eficiência em cargas muito baixas, de 5% e 10%, além das faixas tradicionais.

Quais são os requisitos do 80 Plus Ruby a 115 V?

A fonte precisa atingir 85% de eficiência a 5% de carga, 91% a 10%, 93% a 20%, 95% a 50% e 91% a 100%, com fator de potência de pelo menos 0,95 a 20% de carga.

Vale a pena trocar de fonte só para ganhar eficiência?

Em um único PC doméstico, não: a economia mensal é irrisória. A conta muda em parques com dezenas de máquinas ou em servidores que operam 24 horas por dia.

Fonte superdimensionada é ruim?

Pode ser. Uma fonte muito acima da necessidade opera em carga baixa o tempo todo, faixa em que muitos modelos são ineficientes. Dimensionar corretamente costuma render mais que subir de selo.

Certificação a 115 V e a 230 V são a mesma coisa?

Não. Os critérios de eficiência variam conforme a tensão de teste, e a certificação a 115 V é mais difícil de atingir. Vale conferir em qual tensão o selo foi concedido.

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