A ASUS ampliou sua linha voltada a criadores com dois lançamentos que miram diretamente estúdios de pós-produção e equipes de design. Os monitores ProArt Display OLED PA279CDV e PA329CDV chegam com painel 4K QD-OLED, brilho de pico de 1000 nits e calibração de fábrica com Delta E abaixo de 1,5 — número que coloca os dois modelos na faixa de uso profissional sério, não apenas de marketing.
Segundo reportagem da TechPowerUp, o PA279CDV tem 26,5 polegadas e MSRP de US$ 699, com disponibilidade prevista para julho de 2026. Já o PA329CDV, de 31,5 polegadas, sai por US$ 899 e deve chegar ao mercado em setembro de 2026.
Painel: onde o dinheiro realmente vai
Os dois modelos usam QD-OLED em resolução 4K, com pico de 1000 nits medido em janela de 3% da tela. Na prática, isso entrega o contraste característico do OLED — preto real, sem vazamento de luz — com brilho suficiente para trabalhar HDR sem que realces estourem ou percam informação.
A cobertura de cor é o outro pilar: 99% de DCI-P3, 100% de sRGB e 100% de Rec. 709, com profundidade real de 10 bits. Isso significa mais de 1,07 bilhão de cores exibidas, sem depender de dithering para fingir gradação. Para quem faz color grading, é a diferença entre confiar e desconfiar do que está na tela.
Calibração e uniformidade
A ASUS afirma calibrar cada unidade na fábrica usando um processo de três escalas, seguido de teste com tecnologia própria de rastreamento de escala de cinza. O objetivo declarado é gradação mais suave, melhor uniformidade e o Delta E abaixo de 1,5. Vale destacar o ponto: calibração por unidade é diferente de calibração por modelo, e é o que separa monitor profissional de monitor “com cores bonitas”.
Ambos também operam a até 120 Hz com taxa de atualização variável — recurso menos óbvio em monitor de criação, mas útil para avaliar renderizações em movimento sem tearing.
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Auto KVM: dois computadores, um teclado
Um dos recursos mais práticos da dupla é o Auto KVM integrado. Ele permite controlar dois notebooks ou PCs conectados usando um único teclado e mouse, dispensando a compra de um switch KVM separado. Em bancada de edição onde convivem uma estação de trabalho e um notebook corporativo, isso resolve um incômodo diário.
A conectividade acompanha: portas USB-C de função completa com 96 W de Power Delivery, HDMI 2.1, DisplayPort 1.4 com DSC e suporte a daisy chain, além de hub USB 3.2 com uma porta USB-C e três USB Type-A. Os 96 W de PD são suficientes para alimentar a maioria dos notebooks de trabalho enquanto transportam vídeo e dados pelo mesmo cabo.
Foco declarado em usuários de Mac
A ASUS foi explícita ao posicionar os dois monitores para o ecossistema Apple. Há um modo de cor chamado M Model-P3, pensado para alinhar a resposta do monitor ao comportamento do macOS, e o ASUS DisplayWidget Center ganhou versão para Mac, permitindo ajustar brilho, contraste e temperatura de cor pelo próprio sistema. A taxa variável de 120 Hz também conversa com o ProMotion da Apple.
Proteção do painel e conforto de uso
Como reforça a TechPowerUp, os painéis recebem uma película antirrisco que, segundo a fabricante, aumenta a dureza da superfície em até 2,5 vezes em relação à geração anterior de QD-OLED. É um endereçamento direto de uma fragilidade conhecida desses painéis.
O pacote ASUS OLED Care traz as proteções esperadas contra burn-in:
- Panel Protection: Pixel Shift, proteção de sensor, protetor de tela e detecção de ausência, com dois níveis de ajuste.
- Image Protection: identifica barra de tarefas, logotipos e bordas de vídeo e reduz o brilho ao redor desses elementos, com três níveis.
- Sensor de proximidade: diminui o brilho gradualmente quando não detecta usuário à frente do monitor, com três faixas de detecção.
Há ainda sensor de luz ambiente para ajuste automático de brilho e temperatura de cor, e um novo pé duas vezes mais fino, com pegada 33% menor na mesa. Cada compra em regiões selecionadas inclui três meses de Adobe Creative Cloud, Photography Plan, Substance 3D, Adobe Stock e Acrobat Standard.
Vale para o mercado corporativo brasileiro?
Os preços de US$ 699 e US$ 899 são referência norte-americana e não incluem tributos brasileiros — a conta local será bem diferente. Ainda assim, o posicionamento é relevante: monitores com calibração de fábrica e cobertura DCI-P3 alta costumavam custar bem mais, e a chegada de opções nessa faixa amplia o acesso de agências, produtoras e departamentos de marketing a display confiável.
Para o comprador corporativo, o argumento decisivo não é o painel bonito. É a combinação de cor auditável, USB-C com 96 W que elimina fonte extra na mesa e KVM embutido que dispensa acessório — três itens que reduzem custo total de posto de trabalho.
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Perguntas frequentes
Quais são os preços dos novos ProArt OLED?
A ASUS informou MSRP de US$ 699 para o PA279CDV, de 26,5 polegadas, e US$ 899 para o PA329CDV, de 31,5 polegadas. São preços de referência do mercado norte-americano, sem impostos brasileiros.
Quando os monitores ficam disponíveis?
O PA279CDV tem disponibilidade prevista para julho de 2026 e o PA329CDV para setembro de 2026, segundo a ASUS.
O que significa Delta E menor que 1,5?
É uma métrica de fidelidade de cor. Valores abaixo de 2 são considerados imperceptíveis ao olho humano na maioria dos casos, o que qualifica o monitor para trabalhos de color grading e pós-produção.
Esses monitores funcionam bem com Mac?
Sim. Ambos trazem o modo de cor M Model-P3 para alinhamento com macOS, suporte ao ASUS DisplayWidget Center para Mac e taxa variável de 120 Hz compatível com o ProMotion da Apple.
OLED em uso profissional tem risco de burn-in?
O risco existe em qualquer painel OLED com imagem estática prolongada. A ASUS inclui o pacote OLED Care, com Pixel Shift, proteção de imagem que reduz brilho ao redor de barras e logotipos, e sensor de presença que baixa o brilho na ausência do usuário.
